domingo, 28 de março de 2010

Teatro

Ontem, Dia Mundial do Teatro, fui ver "Uma família portuguesa" no Teatro Aberto.
Gostei da peça. Cheia de ritmo, momentos musicais bem escolhidos e bem interpretados e personagens que reflectem com justiça e humor alguns traços marcantes dos portugueses.
Diverte mas propõe simultaneamente que reconheçamos quem somos e como somos enquanto povo e a mim particularmente desafia-me a contribuir para que esta peça esteja desatualizada o mais possível daqui a 50 anos. Recomendo vivamente!

Depois de "Pillowman" (O homem almofada) no Maria Matos, talvez há mais de um ano (peça que achei fantástica), fui somente a quatro espectáculos, sem contar com o de ontem. Não posso dizer, portanto, que seja um frequentador assíduo das salas de teatro. Essencialmente devido ao preço dos bilhetes e ao facto de ser relativamente alta a probabilidade de sair da sala desiludido.

Fui ver "Jerusalém" pel'O Bando no CCB e não gostei. Verdade que não li o livro mas isso não deve ser condição necessária para apreciar a peça. Os actores foram competentes, como são sempre nas peças que vi, mas não gostei da encenação.

Depois vi uma peça na Comuna, cujo nome já esqueci e que também não me entusiasmou minimamente.

Vi "A Tempestade" na Cornucópia e tenho apenas a destacar a prestação do Nuno Lopes. Tudo o mais me pareceu desprovido de sentido.

Por fim vi "Com o bebé somos sete" da Escola de Mulheres no Clube Estefânia e gostei do espectáculo. Um trabalho de corpo muito interessante por parte dos 3 actores. A interpretação também esteve muito bem.

Enfim, ir ao teatro, tal como ao cinema aliás, constitui uma aposta, um risco. Acaba por ser também um desafio a nós próprios. À nossa capacidade de sentir. De nos emocionarmos ou reflectirmos. De concordarmos ou discordarmos. De aceitarmos ou rejeitarmos.
E por isso mesmo é sempre uma oportunidade de colocarmos questões a nós próprios.
E há melhor forma de crescer?

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