Ontem, Dia Mundial do Teatro, fui ver "Uma família portuguesa" no Teatro Aberto.
Gostei da peça. Cheia de ritmo, momentos musicais bem escolhidos e bem interpretados e personagens que reflectem com justiça e humor alguns traços marcantes dos portugueses.
Diverte mas propõe simultaneamente que reconheçamos quem somos e como somos enquanto povo e a mim particularmente desafia-me a contribuir para que esta peça esteja desatualizada o mais possível daqui a 50 anos. Recomendo vivamente!
Depois de "Pillowman" (O homem almofada) no Maria Matos, talvez há mais de um ano (peça que achei fantástica), fui somente a quatro espectáculos, sem contar com o de ontem. Não posso dizer, portanto, que seja um frequentador assíduo das salas de teatro. Essencialmente devido ao preço dos bilhetes e ao facto de ser relativamente alta a probabilidade de sair da sala desiludido.
Fui ver "Jerusalém" pel'O Bando no CCB e não gostei. Verdade que não li o livro mas isso não deve ser condição necessária para apreciar a peça. Os actores foram competentes, como são sempre nas peças que vi, mas não gostei da encenação.
Depois vi uma peça na Comuna, cujo nome já esqueci e que também não me entusiasmou minimamente.
Vi "A Tempestade" na Cornucópia e tenho apenas a destacar a prestação do Nuno Lopes. Tudo o mais me pareceu desprovido de sentido.
Por fim vi "Com o bebé somos sete" da Escola de Mulheres no Clube Estefânia e gostei do espectáculo. Um trabalho de corpo muito interessante por parte dos 3 actores. A interpretação também esteve muito bem.
Enfim, ir ao teatro, tal como ao cinema aliás, constitui uma aposta, um risco. Acaba por ser também um desafio a nós próprios. À nossa capacidade de sentir. De nos emocionarmos ou reflectirmos. De concordarmos ou discordarmos. De aceitarmos ou rejeitarmos.
E por isso mesmo é sempre uma oportunidade de colocarmos questões a nós próprios.
E há melhor forma de crescer?
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Um plano
Esta noite fiz directa. Precisava pensar.
Estou como muitos licenciados deste país, sem perspectivas de trabalho animadoras.
Pelo menos, agora, já não estou desempregado. Mas isso não me consola muito pois sei que é temporário se por mim nada for feito. Então, de tanto pensar e ponderar o que fazer, o que estudar, onde investir, já tracei uma linha de rumo para os próximos tempos.
Conto vir aqui desabafar acerca de como as coisas vão correndo.
Até
Estou como muitos licenciados deste país, sem perspectivas de trabalho animadoras.
Pelo menos, agora, já não estou desempregado. Mas isso não me consola muito pois sei que é temporário se por mim nada for feito. Então, de tanto pensar e ponderar o que fazer, o que estudar, onde investir, já tracei uma linha de rumo para os próximos tempos.
Conto vir aqui desabafar acerca de como as coisas vão correndo.
Até
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