segunda-feira, 25 de outubro de 2010

5ª Festa de Teatro Amador da Malaposta


Pela primeira vez fui à Malaposta no contexto da Festa de Teatro Amador e até lá levei amigos.
Vi 5 espectáculos no total e faço aqui um resumo do que achei deles.
O primeiro chamava-se "Duplos" e foi um trabalho do Grupo de Teatro Sénior de Odivelas e dos alunos da licenciatura de Animação Sócio-cultural do ISCE. Foi um harmonioso exercício de memória sobre aspectos da sociedade portuguesa desde meados do século passado. Foi, contudo, dos que vi, um dos que menos me marcou.
O segundo que vi foi a peça "República Portuguesa: O sonho de um monarca" apresentado por Loucomotiva. Este trabalho é, dentro do género, do melhor que já vi. Um humor desconcertante e provocador. Delicioso.
Seguidamente vi "O ano da morte" pelo grupo GTPWA – Grupo de Teatro das Três Peças de Woddy Allen. Era uma mistura de textos em que havia personagens tão diversa como Sócrates, Fernando Pessoa, Ricardo Reis e Abraham Lincoln. Gostei da peça, embora fosse um pouco difícil de seguir, no sentido em que exigia concentração e cultura geral acima da média. Desempenhos muito bons.
A quarta peça foi "Culpa" pelo Teatro Artéria. Um exercício denso e intenso. Também tive dificuldade em seguir toda a narrativa mas como o nível de intensidade mantido pelos actores era alto o interesse nunca baixou.
Por fim vi a peça "Ensaio Geral" do grupo Artecanes. Consistia na simulação de um ensaio em que tudo corria mal. Achei original e bem desempenhado. A certa altura decidem realmente ensaiar e a partir daí a peça baixa de qualidade.
Em resumo, valeu muito a pena ir à Malaposta por estes dias ver Teatro Amador de qualidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

As aventuras de Tom Sawyer

Acabei de ler este livrinho.
Quem me dera te-lo lido quando tinha 10 anos.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Lula da Silva



Confesso que não acompanhei o mandato do presidente do Brasil que agora cessa funções.
Falo do que oiço e leio. E faço-o porque não acho que esteja toda a gente a contar apenas uma parte da historia. O que chega até mim é que foi um grande presidente e que melhorou em muito as condições de vida de muitos milhões de brasileiros. "Os miseráveis passaram a pobres, os pobres a uma certa classe média-baixa" foi o que ouvi dizer ao vice-presidente da embaixada do Brasil em Portugal numa entrevista à TVI. Parece-me que Lula soube dar a mão aos mais desprotegidos sem desafiar os mais poderosos, pois sabia precisar deles. E do ponto de vista económico o Brasil tem crescido imenso transformando-se numa potência mundial. Agora que descobriram petróleo o seu poder financeiro será ainda maior. Ao contrario de Portugal, o Brasil tem reservas de dinheiro numa quantia igual ao dobro da sua divida externa, segundo pude perceber.
Portanto, quando se fala em crises de liderança devemos olhar em volta para os bons exemplos que, em tudo, sempre aparecem.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os livros de José Rodrigues dos Santos

Até agora gostei de todos os livros que li do José Rodrigues dos Santos.
Comecei com a "Formula de Deus", o meu preferido, que especula sobre a existência de Deus e contem muitos dados científicos sobre a origem do universo. Depois li o "Sétimo selo" que fala das mudanças climáticas (aquecimento global) e das politicas mundiais de energia. Destaco o que aprendi sobre os campos de extracção de crude na Arábia Saudita.
Por fim, acabei de ler há poucas semanas "Fúria Divina" que se debruça sobre o fundamentalismo islâmico e a ameaça terrorista.
Aprecio sobretudo a forma como JRS consegue colocar num romance leve e interessante de seguir tanta informação fidedigna e relevante que acrescenta sempre muito à cultura geral do leitor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Festival Músicas do Mundo Sines 2010




Foi o meu primeiro FMM e o segundo festival de verão de sempre.
Mas senti-me como se já lá tivesse ido mais vezes. Senti acolhimento.
Não conhecia um único nome do cartaz, à excepção do espectáculo de abertura.
Gostei da generalidade dos concertos que vi.
Só não vi os que começavam para lá das duas.
Nessa altura já tinha oito horas de música em cima e já me dava por satisfeito.
Foi uma oportunidade única para mim de tomar contacto com géneros musicais que não frequentei até aqui. Foi como que uma festa da diversidade.
Destaco o agrupamento 34 punãladas de tango e a cantora chinesa Sa Dingding que me despertaram a vontade de ter a música deles em casa.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

Seven Pounds - Sete Vidas


É um daqueles filmes em que eu acabo com lágrimas nos olhos e uma sensação estranha no peito.
Um filme já não me provocava isso há algum tempo.
Para quem procura no cinema, e na arte em geral, o mesmo que eu, este filme vale muito a pena.
É belo, mas é muito mais que isso. É um filme que me agita, que me interpele, que me comove.
Mas melhor que tudo isso este é um filme que, pelo menos a mim, me motiva para a acção.
Levanto-me do sofá com vontade de "fazer algo rapidamente" antes que tenha de o fazer ou antes que seja tarde demais.
Algo pelo outro. Não só por tudo o que já fizeram e fazem por mim mas acima de tudo por ser esse o caminho da felicidade.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu às postas ( parte I )



livros - preguiça - Abrunhosa - Técnico - óculos - honestidade - Barcelona - Henrique - Josefina - matemática - Jorge Palma - riso - natação - brigas - cama - formação - ESTIEM - depressão - Amor ao Centro - Sofia - medo - Belém - psiquiatra - Agostinho da Silva - call-center - Projecto 25 - sono - teatro - amador - Benfica - Novas Oportunidades - Milão - engenharia - excesso de peso -Fernando Pessoa- Kosiçe - moinhos de vento - carro novo - cobardia - Silence 4- cor-de-rosa - Saramago -imaturidade - aparelho - Lisboa - cartas - gritos - religião - Bruxelas - dor - Jorge de Sena - alunos - cinema -comprimidos - castanhas - alunos - futebol - silêncio - Dublin - metro - Telavive - sofá - choro - Copenhaga - explicações - Fernando Pessoa - Adriana Calcanhoto - colegas - ateísmo - Viena - Brian Adams - professores - Gotemburgo - psicóloga – autocarro...






quarta-feira, 23 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A professora coelhinha

Gostava de ter opinião segura em tudo, mas não tenho. E este é um desses casos. Se por um lado está a liberdade individual por outro está o facto de um professor ainda ser (felizmente) uma referência na educação de uma pessoa. É evidente que as crianças têm acesso à informação, ainda mais algo tão popular como a professora aparecer na playboy. E será que isso não afecta a relação professor/aluno e consequentemente a qualidade de ensino? Parece-me que estamos a querer ser muito liberais, muito modernos e com isso vamos perdendo o norte aos nossos valores. Mas enfim, repito, neste assunto, não tenho certezas absolutas.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Feira do Livro 2010


Este ano bati largamente o meu record. Em duas visitas à feira comprei 100 livros.
Não, não coloquei um zero a mais, foram mesmo cem.
Mas calma, tudo tem uma explicação.
Resolvi adquirir 5 colecções juvenis completas da Europa-América. A saber: Cultura Horrível, Ciência Horrível, Geografia Horrível, História Horrível e Finados Famosos.
Só aqui estão mais de 70 títulos.
Depois comprei as obras para teatro do Saramago, a Alice do Lewis Carroll e todos os outros que abaixo se perfilam na esperança de despertar a curiosidade da leitura e motivar um comentário de alguém que já os tenha lido.

Auto da alma e auto da feira
O livro de Cesário Verde
A confissão de Lúcio
Mensagem
A grande muralha de China
O homem e o rio
A ilustre casa de Ramires
Senhor e servo
Madame Bovary
A peste
O velho e o mar
A ilha
As grandes correntes da filosofia
O jogador
O anticristo
O príncipe
Morte em Veneza
Uma questão de Honra
Os conquistadores
As aventuras de Tom Sawyer
As bodas de Figaro
Utopia

Basicamente, adquiri "mantimentos" para só voltar ao mercado na feira do livro de 2020 :)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Santana no Atlântico




Ontem, para minha surpresa, acabei por ir ao Concerto de Carlos Santana ao Pavilhão Atlântico.
Tinha sido uma oferta, minha e do meu irmão, aos meus pais. Como a minha mãe, à ultima da hora, não pode ir, lá fui eu. Divido o concerto em duas partes bem distintas. A primeira, em que tocou quase exclusivamente musicas do seu álbum Supernatural e a segunda em que tocou musicas mais antigas da sua já longa carreira.



A primeira parte foi mesmo emocionante. Eu conhecia as músicas todas e por isso, apesar de estar num balcão (o que nunca me tinha acontecido no Atlântico), estive sempre a vibrar, a cantar e a dançar. Raramente vou a concertos e por isso se a segunda parte fosse como a primeira este podia com segurança entrar para o Top 5. Enfim, valeu a pena. Outro aspecto inesquecível foi a vista de topo do pavilhão sobre a plateia completamente cheia e em êxtase. Quando lá estive a ver Brian Adams fiquei na plateia, logo não tive a oportunidade de a ver de cima.
O velhote (participou em Woodstock 1969) em 2 horas de concerto ainda arranjou tempo de falar de Paz, Amor e Liberdade e atirar umas farpas ao Bush.



Em termos económico-sociais, a mim que me custa largar 25€ numa noite de folia, foi com alivio que verifiquei que ainda existem muitos portugueses por depenar com congelamentos de salários e aumentos de impostos.
Deve ser isto que o Sr. Socrates e o Sr. Coelho pensam: Enquanto o povo tem para gastar no circo não pode dizer que lhe faz falta para o pão!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Livros sobre Pedagogia

Há cerca de 2 meses requisitei numa biblioteca 3 livros. "A alegria de ensinar" e "Conversas com quem gosta de ensinar" de Rubem Alves e "Para que serve a Escola?" de Michel Lobrot.

Os dois primeiros são livrinhos de ensaios muito idealistas e muito pouco práticos. Confesso que não tive paciência para ler todos os capítulos. Fica-me a ideia da oposição entre professor e educador.
O primeiro é o profissional, preocupado em tirar o máximo rendimento do seu mister. Aquele que foi treinado para ensinar (ou que ensina sem ter tido treino) sem que isso corresponda a uma vocação ou um desejo. O segundo é aquele que antes de o ser já o era. Ou seja, o que tem incorporado na sua forma de ser e de estar a predisposição para facilitar ao outro o processo de descoberta, que é no fundo, aprender.

O terceiro livro, sobre o qual depositava mais esperanças, também me desiludiu. Para além de se concentrar exclusivamente na realidade francesa faz uma resenha histórica a meu ver demasiado extensa. Contudo, aqui ficam algumas ideias das que achei mais interessantes ou curiosas.

- Acabar com os exames: estes retiram a atenção do essencial que é ensinar e gastam energia em algo inútil. Para além disso todo o conhecimento que os estudantes revelam nos exames é etéreo pois adquirem-no com o propósito de o comprovar em exame e depois esquecem-no na sua maioria. Não concordo com a abolição dos exames porque penso que a aquisição de conteúdos e competências deve ser testada (mas também há outras formas) por forma a saber quem deve transitar para o nível de conhecimentos seguinte e quem tem de estudar mais, fazer outro trabalho,etc...
O que nunca compreendi, já que toco neste ponto, é por que é que os testes ou exames são sempre no fim de um determinado conjunto de matérias que não voltam a ser leccionadas após a avaliação. Compreendo isso no Ensino Superior mas antes não. O que acontece é que temos por exemplo 40% de negativas (o que não é raro em disciplinas como Matemática, Inglês, Português, etc...) e estes alunos que demonstram claramente não ter aprendido não têm uma segunda oportunidade. Se aprendeste, tudo bem, se não aprendeste, paciência! Claro que a alternativa seria ter uma turma a duas velocidades pois não se pode atrasar aqueles que mostraram ter apreendido os conhecimentos. E aceito que uma turma a duas velocidades possa ser impraticável com turmas de 25 alunos na maioria mal comportados e/ou completamente desinteressados.

- Acabar com os diplomas: segundo o autor, estuda-se para o diploma, para que o diploma nos garanta aquele emprego e estatuto social desejado. Argumenta que o papel das escolas de hoje é muito mais o de seleccionar do que o de formar, principalmente as Universidades (ideia que defendo desde comecei a minha licenciatura). Acabando com a emissão de diplomas seriam as empresas a fazer a selecção dos seus quadros sem ter em conta a média ou a Universidade de formação do candidato (o que já acontece). Hoje em dia, para a maioria dos licenciados, é preciso provar diariamente aquilo de que se é capaz. Por isso o diploma acaba por ser bonito para se ter lá em casa (ainda nem recebi o meu e já lá vão 4 anos e meio) mas o que conta são as capacidades que temos ou não temos. Ah...já me esquecia, e conhecimentos, claro!

- Mais exigência em relação aos alunos: esta já é nossa conhecida. É curioso como as medidas tomadas nos últimos anos vão no sentido do facilitismo, para melhorar as estatísticas. Mas, fazendo de advogado do diabo, pergunto: O que é que fazemos a um jovem que está, por exemplo, no 7º ano com 16 anos? Eu respondo. Vai para um CEF (Curso de Educação e Formação) para tirar o 9º ano. Este tipo de ensino mantém aproximadamente os conteúdos temáticos mas valoriza mais o feedback dos alunos nas aulas do que a avaliação formal. Mas acontece que este aluno continua a ter o mesmo tipo de atitude que o fez chumbar já 4 vezes. A minha questão é: vamos ser exigentes com este aluno? Ser minimamente exigente, minimamente sério, é dizer-lhe que só fará o 9º ano quando for outro tipo de pessoa e isso só acontecerá, no mínimo, daqui a dez anos.

- A influência do poder económico do cidadão nas suas oportunidades educativas: Argumenta-se que as elites, tendo maior poder económico, têm também mais acesso a suportes educativos de melhor qualidade para si e para os seus filhos. Também é verdade que com melhor educação se aumenta o poder económico. Assim, possibilitando aos seus descendentes uma educação de muito melhor qualidade do que a do resto da população as elites garantem que o continuaram a ser nas próximas gerações. É conhecido,a este propósito, que a diferença de rendimento entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres em Portugal é muito superior à dos outros países da Europa.

- A questão do desejo: a ideia é que o sistema de ensino não valoriza as vontades de aprendizagem dos estudantes. Existe aquele conjunto de saberes que é suposto transmitir e não há margem de manobra para se explorar interesses que venham dos estudantes. Não tenho muita reflexão sobre este tema mas da minha curta experiência como professor (em circunstâncias que já especifiquei em post anterior) posso dizer que das vezes que tentei fase-los falar dos seus interesses não saiu quase nada e o que saiu é demasiado triste para escrever aqui.

Desabafos sobre Educação

Acabei a minha formação universitária há cerca de quatro anos e maio e surgiu há uns meses a oportunidade de dar formação. É uma área que desde cedo me interessou e até durante a licenciatura adquiri o já famoso CAP (Certificado de Aptidão Profissional) de formador.

Sobre a experiência de leccionar posso dizer que idealmente tem quase todas as características para me realizar profissionalmente. Ao contrario, a realidade que confronto todos os dias deixa claro que sou apenas uma peça numa engrenagem conivente com uma massa de alunos preguiçosos e estúpidos.

Há que convir que os meus alunos são, espero eu, o fundo do poço. Acreditem ou não, em duas turmas de 10 alunos cada, tenho apenas um em cada uma com um comportamento, motivação e desempenho que possa considerar razoável. São turmas de problemáticos.

Acredito, portanto, que numa turma normal de 3º ciclo as coisas não sejam tão tristes. Mas a avaliar pelas noticias que me vão chegando é evidente que as coisas não vão tão bem como deveriam também aí.

Parece-me que o facto da educação já não garantir necessariamente um certo nível de vida faz com que gerações sucessivas (e seus progenitores) a desvalorizem.
Esquecem-se que também é preciso "saber" para se usufruir daquilo que se tem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Fernando Nobre a Presidente

Não tenho partido politico. Já voto há mais de dez anos e já confiei o meu voto a quatro das cinco forças que compõem o parlamento e ainda em movimentos de cidadãos ou partidos sem assento parlamentar.
Quero com isto dizer que o meu voto não é fiel. Têm de me convencer com propostas concretas e credíveis que eu considere serem as melhores de entre as apresentadas.

Nunca me envolvi em campanhas eleitorais. Nunca me dei sequer ao trabalho de manifestar publicamente a minha intenção de voto. Primeiro porque a minha opinião não faria a diferença, julgava eu. Mas sobretudo porque nenhuma candidatura merecia que eu saísse à rua e me arriscasse a ser confundido com um desses vendedores de sonhos.

Mas com Fernando Nobre há algo de substancialmente diferente.
Finalmente aparece alguém de fora do sistema politico-partidário cuja capacidade de liderança e motivação é incontestável. Para lá de todas as capacidades diplomáticas e politicas Fernando Nobre é um humanista por natureza que tem especial atenção às questões sociais.
É claro que a economia e o défice também são muito importantes nos dias que correm mas convenhamos que não é o Presidente que estabelece a politica económica.

Acredito que esta candidatura vai motivar muitos daqueles que até hoje não encontravam na politica portuguesa algo em que acreditar.

Para mais informações sobre a candidatura vai a:

http://www.fernandonobre.org/

http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/

Então e o plano?

Foi o que alguém me perguntou acerca do meu primeiro post. Pode ser incoerente mas eu desconfio sempre dos meus planos. É que raramente chegam ao fim. Então porquê fazer um? Porque não deixar a vida rolar, ela sempre rolará?
Mas é que há 10 anos que não rola bem para onde eu quero.
Por vários motivos que agora não me interessa descrever estou à porta dos 30 com uma grande parte de mim ainda por se cumprir. Essa parte é aquela distância que vai desde aquele que eu sou hoje aquele que eu poderei ser amanhã. Espero que me entendam bem, estou a falar de desenvolvimento pessoal não de posses ou cargos.
Comparo então o que sou com o melhor que poderia ser e não posso deixar de concluir que tenho andado a perder tempo com coisas que não me interessam, só me distraem. Mas como estão mais acessíveis, são mais fáceis e mais tentadores lá me captam os preciosos tempo e energia.
É por isso que preciso de um plano. Para me disciplinar e orientar.
Nunca tive mestre e sempre senti a sua falta. Posso dizer que em Setembro de 2003 usufrui durante 15 dias da sabedoria e ensinamentos de um velho professor de Cambridge num seminário em Gutemburgo. Foi a experiência que tive mais próxima de uma relação mestre/discípulo e foi apaixonante.

Este meu plano de desenvolvimento pessoal tem 3 dimensões que eu gostaria de desenvolver:

-Profissional/Económica
-Cultural/Artística
-Afectiva/Espiritual

Muito sumariamente posso dizer que em relação ao primeiro ponto o meu objectivo a médio prazo é encontrar uma área do saber onde possa investir e aprender mais. Ainda não escolhi que área será essa. Em relação ao segundo ponto vou continuar a investir no grupo de teatro do qual sou co-fundador e vou tentar ler um livro e ir a uma peça de teatro por mês.
Em relação ao último ponto o ideal seria criar um certo distanciamento físico em relação à minha família nuclear a fim de melhor a valorizar. Como isso ainda não me é possível deve existir um esforço da minha parte no sentido da autonomia sem prejuízo das boas relações afectivas. "Os meus amigos" sempre foi uma árvore de poucos frutos e nem sempre bem cuidada. À medida que a árvore crescia alguns frutos tornavam-se grandes e bonitos enquanto que outros mirravam e desapareciam. Felizmente tenho conservado vários desde há alguns anos a esta parte. O que me proponho fazer é reforçar laços com alguns amigos mais distantes e fazer novas amizades. Não muitas, que não é o meu estilo, mas as suficientes para falar de coisas novas e visitar sítios diferentes.

Enfim, o mapa está em cima da mesa. Quem acompanhar este espaço vai ter oportunidade de verificar os passos que forem dados para alcançar estes objectivos.
Até.

domingo, 28 de março de 2010

Teatro

Ontem, Dia Mundial do Teatro, fui ver "Uma família portuguesa" no Teatro Aberto.
Gostei da peça. Cheia de ritmo, momentos musicais bem escolhidos e bem interpretados e personagens que reflectem com justiça e humor alguns traços marcantes dos portugueses.
Diverte mas propõe simultaneamente que reconheçamos quem somos e como somos enquanto povo e a mim particularmente desafia-me a contribuir para que esta peça esteja desatualizada o mais possível daqui a 50 anos. Recomendo vivamente!

Depois de "Pillowman" (O homem almofada) no Maria Matos, talvez há mais de um ano (peça que achei fantástica), fui somente a quatro espectáculos, sem contar com o de ontem. Não posso dizer, portanto, que seja um frequentador assíduo das salas de teatro. Essencialmente devido ao preço dos bilhetes e ao facto de ser relativamente alta a probabilidade de sair da sala desiludido.

Fui ver "Jerusalém" pel'O Bando no CCB e não gostei. Verdade que não li o livro mas isso não deve ser condição necessária para apreciar a peça. Os actores foram competentes, como são sempre nas peças que vi, mas não gostei da encenação.

Depois vi uma peça na Comuna, cujo nome já esqueci e que também não me entusiasmou minimamente.

Vi "A Tempestade" na Cornucópia e tenho apenas a destacar a prestação do Nuno Lopes. Tudo o mais me pareceu desprovido de sentido.

Por fim vi "Com o bebé somos sete" da Escola de Mulheres no Clube Estefânia e gostei do espectáculo. Um trabalho de corpo muito interessante por parte dos 3 actores. A interpretação também esteve muito bem.

Enfim, ir ao teatro, tal como ao cinema aliás, constitui uma aposta, um risco. Acaba por ser também um desafio a nós próprios. À nossa capacidade de sentir. De nos emocionarmos ou reflectirmos. De concordarmos ou discordarmos. De aceitarmos ou rejeitarmos.
E por isso mesmo é sempre uma oportunidade de colocarmos questões a nós próprios.
E há melhor forma de crescer?

sábado, 27 de março de 2010

Um plano

Esta noite fiz directa. Precisava pensar.
Estou como muitos licenciados deste país, sem perspectivas de trabalho animadoras.
Pelo menos, agora, já não estou desempregado. Mas isso não me consola muito pois sei que é temporário se por mim nada for feito. Então, de tanto pensar e ponderar o que fazer, o que estudar, onde investir, já tracei uma linha de rumo para os próximos tempos.
Conto vir aqui desabafar acerca de como as coisas vão correndo.
Até