terça-feira, 6 de abril de 2010

Então e o plano?

Foi o que alguém me perguntou acerca do meu primeiro post. Pode ser incoerente mas eu desconfio sempre dos meus planos. É que raramente chegam ao fim. Então porquê fazer um? Porque não deixar a vida rolar, ela sempre rolará?
Mas é que há 10 anos que não rola bem para onde eu quero.
Por vários motivos que agora não me interessa descrever estou à porta dos 30 com uma grande parte de mim ainda por se cumprir. Essa parte é aquela distância que vai desde aquele que eu sou hoje aquele que eu poderei ser amanhã. Espero que me entendam bem, estou a falar de desenvolvimento pessoal não de posses ou cargos.
Comparo então o que sou com o melhor que poderia ser e não posso deixar de concluir que tenho andado a perder tempo com coisas que não me interessam, só me distraem. Mas como estão mais acessíveis, são mais fáceis e mais tentadores lá me captam os preciosos tempo e energia.
É por isso que preciso de um plano. Para me disciplinar e orientar.
Nunca tive mestre e sempre senti a sua falta. Posso dizer que em Setembro de 2003 usufrui durante 15 dias da sabedoria e ensinamentos de um velho professor de Cambridge num seminário em Gutemburgo. Foi a experiência que tive mais próxima de uma relação mestre/discípulo e foi apaixonante.

Este meu plano de desenvolvimento pessoal tem 3 dimensões que eu gostaria de desenvolver:

-Profissional/Económica
-Cultural/Artística
-Afectiva/Espiritual

Muito sumariamente posso dizer que em relação ao primeiro ponto o meu objectivo a médio prazo é encontrar uma área do saber onde possa investir e aprender mais. Ainda não escolhi que área será essa. Em relação ao segundo ponto vou continuar a investir no grupo de teatro do qual sou co-fundador e vou tentar ler um livro e ir a uma peça de teatro por mês.
Em relação ao último ponto o ideal seria criar um certo distanciamento físico em relação à minha família nuclear a fim de melhor a valorizar. Como isso ainda não me é possível deve existir um esforço da minha parte no sentido da autonomia sem prejuízo das boas relações afectivas. "Os meus amigos" sempre foi uma árvore de poucos frutos e nem sempre bem cuidada. À medida que a árvore crescia alguns frutos tornavam-se grandes e bonitos enquanto que outros mirravam e desapareciam. Felizmente tenho conservado vários desde há alguns anos a esta parte. O que me proponho fazer é reforçar laços com alguns amigos mais distantes e fazer novas amizades. Não muitas, que não é o meu estilo, mas as suficientes para falar de coisas novas e visitar sítios diferentes.

Enfim, o mapa está em cima da mesa. Quem acompanhar este espaço vai ter oportunidade de verificar os passos que forem dados para alcançar estes objectivos.
Até.

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