sábado, 17 de abril de 2010

Desabafos sobre Educação

Acabei a minha formação universitária há cerca de quatro anos e maio e surgiu há uns meses a oportunidade de dar formação. É uma área que desde cedo me interessou e até durante a licenciatura adquiri o já famoso CAP (Certificado de Aptidão Profissional) de formador.

Sobre a experiência de leccionar posso dizer que idealmente tem quase todas as características para me realizar profissionalmente. Ao contrario, a realidade que confronto todos os dias deixa claro que sou apenas uma peça numa engrenagem conivente com uma massa de alunos preguiçosos e estúpidos.

Há que convir que os meus alunos são, espero eu, o fundo do poço. Acreditem ou não, em duas turmas de 10 alunos cada, tenho apenas um em cada uma com um comportamento, motivação e desempenho que possa considerar razoável. São turmas de problemáticos.

Acredito, portanto, que numa turma normal de 3º ciclo as coisas não sejam tão tristes. Mas a avaliar pelas noticias que me vão chegando é evidente que as coisas não vão tão bem como deveriam também aí.

Parece-me que o facto da educação já não garantir necessariamente um certo nível de vida faz com que gerações sucessivas (e seus progenitores) a desvalorizem.
Esquecem-se que também é preciso "saber" para se usufruir daquilo que se tem.

1 comentário:

  1. Obrigada pela visita ao meu blogue (que agora anda bastante abandonado por mim).
    Os alunos, o seu comportamento e o seu desinteresse, são o produto das famílias e da sociedade actual. Mas o maior problema é o da indisciplina, desde apenas a indisciplina na atenção e no trabalho na aula, e no estudo em casa (o que já é muito) até aos comportamentos em número crescente daqueles que perturbam e tornam quase impossível um normal funcionamento das aulas. Logo no início do lamentável mandato de Maria de Lurdes Rodrigues, vozes alertavam para o que a Ministra não quis ouvir: que o principal e prioritário problema com que o ME se deveria preocupar era com o da indisciplina crescente.

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